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dc.creatorFundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
dc.date.accessioned2017-07-24T14:17:21Z
dc.date.available2017-07-24T14:17:21Z
dc.date.issued2005
dc.identifier.citationRADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 30, fev. 2005. 20 p. Mensal.
dc.identifier.urihttps://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/20205
dc.description.abstractSempre tive uma resistência conservadora e preconceituosa em relação ao Cartão SUS. Primeiro, porque, superado o tempo em que se exigia carteira de trabalho ou de institutos de previdência para o acesso à rede pública de saúde, temo que cartões, números ou senhas venham a se tornar obstáculo à universalidade do atendimento. Segundo, porque a infra-estrutura e o suporte tecnológico necessários para a manutenção do sistema, após sua implantação com recursos federais, são inexistentes ou dispendiosos demais para inúmeras unidades. E as prioritárias humanização e qualidade do sistema ganhariam mais com investimento nos profissionais e na ampliação das estratégias de integralidade e atenção básica. Por fim, num país em que é tão fácil violar o painel de votação do Senado quanto vender dados confidenciais, as informações clínicas sobre os cidadãos podem chegar às mãos de empregadores, planos de saúde e seguradoras. Principalmente se considerarmos que a quase totalidade dos governos desta República tem representado os interesses dessas corporações. Mas, como diz Cláudia Risso, do Datasus, é preciso superar os preconceitos, e a Radis abre este debate. Não há dúvida sobre os benefícios que um prontuário eletrônico — estágio final de implantação do Cartão — traria à organização e à eficiência do sistema de saúde e à agilidade, confiabilidade e continuidade na assistência aos usuários. Talvez por esta razão, e pelo melhor controle de gastos, tanta gente defenda que se avance no projeto. As desconfianças em relação ao cartão e as estratégias para superá-las foram o ponto de partida para entrevistar gestores, sanitaristas e usuários em nossa matéria de capa. Confira também a bem-sucedida implantação do Cartão SUS em Aracaju. Outro destaque desta edição é a cobertura do 2º Simbravisa, realizado em Caldas Novas (GO) sob a inspiração da poetisa Cora Coralina e do pensador francês Edgard Morin. A crescente legião dos construtores da nova Vigilância Sanitária no país defendeu o controle político e ético sobre as atividades científicas e o envolvimento da sociedade com a Vigilância Sanitária. Foi um encontro de muitas bandeiras: por mais verbas e menos desperdício na Saúde, solidariedade às 800 vítimas do Césio 137, acessibilidade para usuários, redes de informação e conhecimento, desenvolvimento sustentável e humano, justiça ambiental, prevenção de riscos. Além de abrigar crítica à desigualdade econômica, à supressão de direitos e à globalização excludente, o encontro possibilitou debate sobre o desafio da complexidade do conhecimento e do aprender a ouvir o outro.Rogério Lannes RochaCoordenador do Radis
dc.language.isopor
dc.publisherFundação Oswaldo Cruz/ENSP
dc.rightsopen access
dc.titleRADIS - Número 30 - Fevereiro
dc.typePeriodical
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2005

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