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Title: RADIS - Número 118 - Junho
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: No final de 2011 (Radis 112), a contribuição do governo brasileiro para o documento O futuro que queremos, no que concerne à Saúde foi pífia – e equivocada por focar apenas a assistência. Corroborou para que o Rascunho Zero da ONU nada trouxesse de importante nessa área, desconsiderando que o impacto do crescimento econômico sobre a saúde humana deve ser um dos principais indicadores para medir a sustentabilidade do desenvolvimento. Em tempo, num esforço com intensa participação da Fiocruz, os ministérios da Saúde e das  Relações Exteriores apresentaram novas demandas (ver p.23) por meio do G77 (bloco das nações em desenvolvimento), incorporadas a duas centenas de páginas de contribuições de todo o mundo.Não se pode admitir que o documento síntese assinado pelos chefes e representantes de Estado, ao final da Rio+20, apresente retrocessos em relação aos tratados existentes em relação à proteção ambiental e aos direitos humanos — o chamado efeito regressivo.Espera-se dos líderes também um texto com referências explícitas a ações e metas intersetoriais, do nível local ao internacional, para uma atuação sobre as condições sociais, econômicas e ambientais que influenciam a saúde coletiva. E, ainda, para o estabelecimento de um compromisso de promover a cobertura de serviços de saúde para todos, como um direito, por meio de sistemas capazes de oferecer uma atenção integral, de qualidade e equitativa. É desta vinculação imprescindível entre sustentabilidade e saúde que trata nossa matéria de capa, ilustrada com belíssimas fotos do francês Yann Arthus-Bertrand, gentilmente cedidas.Mas o essencial é que a Rio+20 resulte em maior consciência e mobilização por parte das populações e forças sociais organizadas em todo o planeta por um desenvolvimento econômico, social e ambiental radicalmente sustentável e numa crítica profunda a qualquer tentativa de o capitalismo predatório ampliar ainda mais o seu lucro, travestindo-se de verde e precificando tudo que o próprio capital torna raro pelo efeito da espoliação.De indivíduos e grupos, assim como dos governos que ousarem enfrentar a estrita lógica de mercado, espera-se um papel em comum, o de usar conhecimento e a energia do fazer para defender os direitos, o interesse público. Um planeta comum e saudável.Rogério Lannes RochaCoordenador do Programa Radis
Issue Date: 2012
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 118, jun. 2012. 24 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2012

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