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Title: Fatores associados à asfixia perinatal no Brasil: estudo populacional com base no sistema de informações de nascidos vivos
Advisor: Trajano, Alexandre José Baptista
Authors: Souza, Flávio Monteiro de Souza
Affilliation: Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Fernandes Figueira. Departamento de Ensino. Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher. Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Abstract: Estudar a predição da asfixia perinatal representada pelo índice de Apgar inferior a 7 no 5º minuto de vida a partir das variáveis contempladas nas declarações de nascidos vivos dos diversos estados do Brasil. As variáveis foram estudadas através do teste do X² de Pearson e calcularam-se os riscos relativos (RR) para cada comparação. Analisou-se multivariada de regressão logística com cálculo das razões de chances (OR) e intervalos de confiança para 95 por cento. Comparou-se a prevalência do grau de Apgar inferior a 7 no 5º minuto com o Índice Municipal de desenvolvimento Humano por unidade da federação através de regressão linear simples. A proporção de não preenchimento dos campos da DN variou de sexo e local de nascimento a estado marital materno. Depois de excluídos os casos de não preenchimento do grau de Apgar no 5º minuto, do peso e os abordamentos. A prevalência variou por unidade da federação. A Regressão linear simples demonstrou que quanto melhor o IDH-M menor a prevalência de asfixia. A relação entre a asfixia e o estado marital materno foi estudada apenas na análise bivariada. Encontrou-se risco maior de asfixia associado a: cor não branca, sexo masculino, anomalias congênitas, idade materna entre 10 e 19 anos e igual ou superior a 35 anos, mães sem instrução ou com menos de 8 anos de instrução, mães sem pré-natal ou com menos de 7 consultas, história de natimorto anterior, parto domiciliar ou em estabelecimento de saúde não hospitalar, parto nas regiões nordeste e norte quando comparados com a região sudeste, recém-nascidos macrossômicos e gestação pós-termo. Quanto menor o peso do recém-nascido e menor a idade gestacional, maior o risco de grau de Apgar inferior a 7 no 5º minuto. Foram fatores de proteção contra a asfixia: parto vaginal em comparação com o cesáreo, parto na região sul em comparação com a sudeste e filhos vivos tidos anteriormente. A prevalência de asfixia perinatal no Brasil é elevada e o índice de Apgar no 5º minuto é um indicador que reflete as condições socioeconômicas e culturais da gestante. Vários fatores de risco estão associados com baixo grau de Apgar no 5º minuto. Para a reversão deste quadro são necessárias medidas educacionais, melhora da assistência obstétrica e redução das desigualdades sociais no Brasil.
DeCS: Asfixia - epidemiologia
Índice de Apgar
Issue Date: 2003
Publisher: Instituto Fernandes Figueira
Citation: SOUZA, Flavio Monteiro de. Fatores associados à asfixia perinatal no Brasil: estudo populacional com base no sistema de informações de nascidos vivos. 2003. 153 f. Tese (Doutorado em Saúde da Criança e da Mulher)-Instituto Fernandes Figueira, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2003.
Date of defense: 2003-02
Place of defense: Rio de Janeiro
Department: Departamento de Ensino
Defense institution: Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Fernandes Figueira
Program: Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher
Copyright: restricted access
Appears in Collections:IFF - Teses de Doutorado

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