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dc.contributor.advisorBozza, Fernando Augusto
dc.contributor.advisorFaria Neto, Hugo Caire de Castro
dc.contributor.authorAmancio, Rodrigo Teixeira
dc.date.accessioned2013-10-03T14:36:45Z
dc.date.available2013-10-03T14:36:45Z
dc.date.issued2011
dc.identifier.citationAMANCIO, Rodrigo Teixeira. Sepse e HIV: efeitos na resposta inflamatória e prognóstico. / Rodrigo Teixeira Amancio. – Rio de Janeiro, 2011. xiii, 57 f. : il. Dissertação (Mestrado em Biologia Celular e Molecular) Instituto Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, RJ, 2011.
dc.identifier.urihttps://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/7072
dc.description.abstractA infecção pelo HIV é um problema de saúde pública global, sendo estimadas 33,4 milhões de pessoas vivendo infectadas no final de 2008 (UNAIDS, 2009). No Brasil, desde o início da epidemia até junho de 2010, foram registrados 592.914 casos de síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA/AIDS) pelo Ministério da Saúde (Ministério da Saúde, 2010). Em 1996, com o início da terapia HAART (Highly Active Antiretroviral Therapy) ocorreu uma importante melhora do prognóstico, diminuição da letalidade, aumento na sobrevida dos pacientes HIV+, gerando uma mudança nas causas de internação. A incidência sepse na população geral vem aumentando, assim como na população HIV+. Foi demonstrado que a presença de sepse e sepse grave foi determinante na mortalidade da população HIV+. Acompanhamos prospectivamente pacientes HIV/SIDA, com critérios de sepse de acordo com a Conferência de Consenso da American College of Chest Physicians/ Society of Critical Care Medicine (ACCP/SCCM), onde as características clínicas e o prognóstico destes pacientes foram sistematicamente avaliados, bem como o padrão de resposta inflamatória frente a um quadro infeccioso grave. Foram incluídos 30 pacientes, com mediana da idade de 35 anos (IQ 18-58), com predomínio do sexo masculino (73%). A mortalidade hospitalar observada foi de 50%. A contagem de CD4+ deste pacientes foi 72 (mediana, IQ 16-190), e a carga viral de 33.028 cópias (mediana, IQ 2877-434237). O principal sítio de infecção foi pulmonar, em 23 pacientes (76,7%). 10 pacientes apresentaram bacteremia confirmada (33%). O principal agente identificado foi Mycobacterium tuberculosis (22%). Não observamos nenhum parâmetro clínico nos pacientes HIV+ com sepse que estivesse associado com prognóstico. As concentrações plasmáticas de cortisol, IL-6, IL-10 e G-CSF foram significativamente maiores entre os pacientes não sobreviventes em relação aos sobreviventes. Quando comparamos os pacientes HIV+ sépticos com pacientes sépticos não-HIV a taxa de mortalidade não foi diferente. A mediana do SOFA nos pacientes sépticos HIV+ e não-HIV foram 8 e 10 pontos, respectivamente; a mediana do SAPS II em ambos os grupos foi 55 pontos. Níveis de citocinas plasmáticas detectadas pelo sistema multiplex de pacientes sépticos (HIV+ e não-HIV) no primeiro dia da sepse não apresentaram diferença significativa entre os grupos. Comparando a concentração plasmática do MIF en pacientes sépticos (HIV+ vs não-HIV), estavam maiores nos pacientes HIV+ (2,730 vs 0,7700 ng/mL, P=0,01), e os níveis de cortisol encontrados eram menores no grupo HIV+. Cortisol, IL-6, IL-10, e G-CSF são possíveis biomarcadores de prognóstico na população HIV+ com diagnóstico de sepse. Pacientes HIV+ com sepse apresentam concentrações plasmáticas de MIF maiores que a população geral, o que pode estar relacionado com a própria infecção pelo HIV, embora este achado deva ser melhor investigado. Embora os pacientes HIV+ tenham um comprometimento da imunidade celular, o padrão de ativação da imunidade inata frente a um quadro infeccoso grave, em especial da produção de citocinas, não difere tanto da população não-HIV.
dc.language.isopor
dc.publisherInstituto Oswaldo Cruz
dc.rightsrestricted access
dc.subject.otherSepse
dc.subject.otherHIV
dc.subject.otherBiomarcadores
dc.titleSepse e HIV: efeitos na resposta inflamatória e prognóstico
dc.typeDissertation
dc.degree.date2011-07-07
dc.degree.departmentInstituto Oswaldo Cruz. Vice Direção de Ensino, Informação e Comunicação
dc.degree.grantorInstituto Oswaldo Cruz
dc.degree.levelMestrado Acadêmico
dc.degree.localInstituto Oswaldo Cruz
dc.degree.programPós-Graduação em Biologia Celular e Molecular
dc.description.abstractenThe HIV infection is a global public health problem, estimated 33.4 million infected people living at the end of 2008 (UNAIDS, 2009). In Brazil, since the beginning of the epidemic until June 2010, 592.914 cases of acquired immunodeficiency syndrome (AIDS) were registered by the Ministry of Health (Ministry of Health, 2010). In 1996, when HAART (Highly Active Antiretroviral Therapy) started was observed a significant improvement in prognosis, decreased mortality, increased survival of HIV patients, causing a shift in causes of hospitalization. The incidence of sepsis in the general population is increasing, as well as the HIV+ population. It was shown that the presence of sepsis and severe sepsis was decisive in the mortality of HIV+ population. We prospectively followed HIV+ septic patients, with sepsis criteria according to the Consensus Conference of the American College of Chest Physicians / Society of Critical Care Medicine (ACCP/SCCM), where the clinical features and prognosis of these patients were systematically evaluated, and the pattern of inflammatory response against a serious infectious. We included 30 patients, median age 35 years (IQ 18-58), predominantly male (73%). The hospital mortality rate was 50%. The median CD4+ count 72 cells (IQ 16-190), and median viral load of 33.028 copies (IQ 2877-434237). The main site of infection was pulmonary in 23 patients (76,7%). 10 patients had confirmed bacteremia (33%). The main agent identified was Mycobacterium tuberculosis (22%). We did not observe any clinical parameter in HIV+ septic patients that was associated with a poor prognosis. Plasma concentrations of cortisol, IL-6, IL-10 and G-CSF were significantly higher among non survivors compared to nonsurvivors. When compared the HIV+ septic patients with non- HIV septic patients the mortality rate was no different. The median SOFA in HIV+ septic patients and non-HIV septic patients were 8 and 10 points respectively; the median SAPS II in both groups was 55 points. Plasma cytokine levels detected by the multiplex system of septic patients (HIV + and non-HIV) on the first day of sepsis are not significantly different between groups. Comparing the plasma concentration of MIF en septic patients (HIV+ vs non-HIV), were higher in HIV+ patients (0.7700 vs 2.730 ng / mL, P = 0.01), and cortisol levels were found lower in the HIV+ group. Cortisol, IL-6, IL-10 and G-CSF are potential biomarkers of prognosis in HIV+ septic population. HIV+ patients with sepsis have higher plasma concentrations of MIF than the general population, which may be related to HIV infection itself, although this finding should be further investigated. Although the HIV+ patients have an impairment of cellular immunity, the pattern of activation of innate immunity against a serious infectious, especially cytokine production, does not differ much from non-HIV population.
dc.creator.affilliationFundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil
dc.contributor.memberBou-Habib, Dumith Chequer
dc.contributor.memberGrinsztejn, Beatriz Gilda Jegerhorn
dc.contributor.memberRigato Junior, Otelo
Appears in Collections:IOC - PGBCM - Dissertações de Mestrado

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