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Title: Análise da refratariedade do Aedes aegypti à toxina binária do biolarvicida Bacillus sphaericus
Other Titles: Analysis of refractoriness of Aedes aegypti to the binary toxin of Bacillus sphaericus biolarvicide
Advisor: Silva Filha, Maria Helena Neves Lobo
Members of the board: Siqueira, Herbert Álvaro Abreu de
Dhalia, Rafael
Silva Filha, Maria Helena Neves Lobo
Bertani, Giovani Rota
Oliveira, Cláudia Maria Fontes de
Authors: Ferreira, Lígia Maria
Coadvisor: Melo Neto, Osvaldo Pompílio de
Affilliation: Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. Recife, PE, Brasil
Abstract: O principal fator larvicida do Bacillus sphaericus (Bsp) para culicídeos é a protoxina Bin, produzida sob a forma de um cristal, durante a esporulação. Quando ingerido pelas larvas o cristal é processado e a toxina Bin reconhece e liga-se a receptores específicos do epitélio intestinal. O receptor em Culex quinquefasciatus é uma alfa-glicosidase de 60 kDa, ligada à membrana intestinal por uma âncora GPI, denominado Cqm1. Larvas de Aedes aegypti são consideradas refratárias ao Bsp, pois a toxina Bin não reconhece receptores no microvilli intestinal. No entanto, a análise do genoma do Ae. aegypti, revelou a presença do gene aam1, que codificaria uma proteína ortóloga e com 83 por cento de similaridade ao receptor Cqm1. O principal objetivo deste estudo foi elucidar a base molecular da refratariedade do Ae. aegypti ao Bsp, determinada pela ausência de ligação da toxina Bin ao epitélio intestinal das larvas. Para tal, foi feita uma investigação da expressão da proteína Aam1 e do perfil de alfa-glicosidases de Ae. aegypti, tendo como referência o receptor Cqm1. Os resultados mostraram que larvas e adultos de Ae. aegypti expressam uma ?-glicosidase de membrana de 70 kDa, reconhecida pelo anticorpo anti-Cqm1, e que provavelmente trata-se da proteína Aam1. Tal proteína é expressa no microvilli intestinal das larvas em níveis superiores à Cqm1, no entanto, não apresenta capacidade de ligação à toxina Bin. Em uma segunda etapa, a avaliação de proteínas Aam1 e Cqm1 recombinantes, produzidas em lisado de reticulócitos de coelho, mostrou que ambas não foram capazes de se ligar específicamente à toxina Bin. A falha na ligação da proteína Cqm1 à toxina Bin pode ser decorrente da ausência do processamento pós-traducional adequado neste sistema de expressão, indicando que certas modificações podem ser críticas para a sua funcionalidade. O tratamento da proteína Cqm1 nativa à temperatura de 100 °C aboliu a sua capacidade de ligação à toxina Bin, indicando que a conformação da proteína pode ser essencial para a sua funcionalidade. Os resultados obtidos demonstram que, apesar dos altos níveis de expressão da Aam1 nas larvas de Ae. aegypti, a proteína não é capaz de ligar-se à toxina Bin. Tal fato estar relacionado a outros fatores críticos para sua funcionalidade, tais como diferenças conformacionais e/ou modificações pós-traducionais que determinem o status de refratariedade do Ae. aegypti
keywords: Controle biológico de vetores Toxinas bacterianas Aedes
DeCS: Aedes
Bacillus thuringiensis/metabolismo
Controle biológico de vetores
Proteínas de bactérias/química
Toxinas bacterianas/química
Toxinas bacterianas/toxicidade
Receptores da superfície celular/metabolismo
Culex/metabolismo
Animais
Issue Date: 2009
Publisher: Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
Citation: FERREIRA, Lígia Maria. Análise da refratariedade do Aedes aegypti à toxina binária do biolarvicida Bacillus sphaericus. 2009. 106 f. Dissertação (Saúde pública) - Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Recife, 2009.
Date of defense: 2009-03-24
Place of defense: Recife/PE
Defense institution: Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
Program: Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública
Copyright: open access
Appears in Collections:PE - IAM - PPGSP - Dissertações de Mestrado

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