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Title: RADIS - Número 8 - Abril
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: Julia tem 13 anos, é aluna da oitava série de uma escola carioca e recebeu de seus professores a tarefa de compor “um trabalho sobre a Guerra”. Ela e seus companheiros de grupo não gostaram muito da idéia de meramente apresentar uma pesquisa descrevendo, por exemplo, a ofensiva de George Bush, o Filho, contra o Iraque, e decidiram elaborar o trabalho em quatro partes: ‘Guerra contra a Fome’, ‘Guerra contra a Aids’, ‘Guerra contra as Drogas’ e ‘Guerra contra a Guerra’. Julia e seus amigos são muito jovens pra perceberem a importância da inversão de perspectiva e de expectativas que propuseram. Há guerras necessárias, e a Saúde lutou e luta em inúmeras dessas frentes de batalha. Em vez de promover guerras que matam pessoas, destroçam  famílias, liquidam culturas milenares em nome de bens como ‘território’, ‘mercado’, ‘petróleo’ ou simplesmente ‘poder’, a Saúde combate a fim de evitar as mortes, as doenças e o mal estar das pessoas, promovendo a vida e incrementando-a com qualidade. Uma dessas batalhas é a guerra contra a Fome, declarada logo no primeiro dia do governo Lula. Nossa colaboração, este mês, traduz-se numa matéria extensa de 21 páginas, historiando a fome no Brasil, descobrindo suas relações com fatores sociais, econômicos e políticos, identificando as grandes questões e obstáculos a transpor e divulgando e analisando criticamente o Programa Fome Zero, diretriz maior do novo governo. Grande batalha, essa, que por enquanto não tem vencedores, apenas vencidos. Os grandes generais sabem que, numa guerra, nem o ceticismo nem o ufanismo são bons conselheiros, que não basta ter razão para vencer uma guerra e que ninguém a vence só com palavras. Em tempos de mercado globalizado e Big Brother, a Arte da Guerra se tornou obra de cabeceira. O general chinês Sun Tzu, há 2.500 anos, dizia: “A garantia de não sermos derrotados está em nossas próprias mãos, porém a oportunidade de derrotar o inimigo é fornecida pelo próprio inimigo. Pode-se saber como conquistar a vitória, sem ter capacidade de fazê-lo”. E mais: “A inteligência nunca foi associada a decisões demoradas. Não há, na história, notícia de um país que se tenha beneficiado com uma guerra prolongada”. A guerra contra a Fome é justa e necessária, e esperamos que nossa reportagem ofereça um conhecimento maior do exército inimigo e do nosso, e também do território e dos recursos. Como diz Sun Tzu: “Se conhecemos o inimigo e a nós mesmos, não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos, nem ao inimigo, sucumbiremosem todas as batalhas”.
Issue Date: 2003
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 8, abr. 2003. 35 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2003

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