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Title: RADIS - Número 33 - Maio
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: Triste beleza. A maravilhosa paisagem carioca está encoberta pela intensificação da violência nas últimas décadas e por uma profunda crise na saúde, agora mais evidente. Nesta edição, a crise é o ponto de partida para uma rica discussão sobre o Sistema Único de Saúde, como modelo ainda incompleto e que precisa de constante reforma. Passado o momento inicial da intervenção, com base na desabilitação do município para a gestão plena do orçamento da saúde, solicitada pelo Conselho Municipal de Saúde, e no decreto presidencial de estado de calamidade pública, a situação da saúde no Rio requer envolvimento de gestores, profissionais, políticos, da academia e da população em soluções que transcendam os problemas cariocas e permitam repensar e reorientar o próprio Sistema Único de Saúde, que completa 15 anos. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal de determinar ao Ministério da Saúde a devolução à Prefeitura de dois dos seis hospitais requisitados, a discussão sobre “o dia seguinte” fica ainda mais premente. A crise do Rio tem contornos explícitos de irresponsabilidade e indiferença e de falta de compromisso com o SUS por parte da gestão municipal. Mas nossa matéria de capa também reúne autocríticas dos defensores do SUS sobre como se deu o processo de municipalização na capital, incluindo a falta de cuidados na descentralização de uma pesada e complexa estrutura hospitalar. O diagnóstico das fontes ouvidas converge para o que Sérgio Arouca chamava de “inampização” do SUS, com o sistema fortemente centrado nos hospitais e a ausência de uma atenção básica resolutiva. Isso e a falta de uma atenção mais humanizada e integral faziam com que o sanitarista clamasse por uma “reforma da reforma”, tema retomado na entrevista desta edição por Gastão Wagner. “Para termos certeza de que o SUS deu certo ele terá que funcionar no Rio”, arrisca Maria Luíza Jaeger, do Ministério da Saúde. O que torna a discussão e as soluções ainda mais difíceis, considerada a avaliação de Gastão de que a ex-capital do Império e da República tem funcionado como “vanguarda da degradação do tecido social e do Estado brasileiro”, o que o cenário da saúde e da violência tristemente confirmam. Outro destaque desta edição são os 20 anos da gestão participativa e democrática na Fiocruz, implantada a partir da gestão Sérgio Arouca. Como o próprio SUS, também originado na redemocratização do país e nos princípios da Reforma Sanitária, este modelo de gestão ainda está em construção e requer constante análise, autocrítica e controle da sociedade para ser aperfeiçoado, mas já serve de exemplo para outras instituições públicas. Por falar em controle social, ao fim das matérias sobre orçamento da saúde e novos projetos de lei, nas páginas 22 e 24, divulgamos o contato dos parlamentares mais envolvidos com os temas. É bom os leitores ficarem de olho e exercerem seu direito de expressão e legítima pressão sobre o Congresso Nacional. Rogério Lannes Rocha Coordenador do Radis
Issue Date: 2005
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 33, maio 2005. 36 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2005

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