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Title: RADIS - Número 79 - Março
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: Nem tom de férias nem de Carnaval. Esta edição não é morna nem palatável, é densa. Coloca em evidência polêmicas e debates pautados, no próprio setor saúde, por pontos de vista bastante diversos. Os avanços do projeto das Fundações Estatais de Direito Privado no Congresso e nas Assembléias Legislativas — Acre, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe — são proporcionais ao acúmulo de críticas por parte das instâncias de controle social do Sistema Único de Saúde. Defensores das fundações costumam desqualificar sindicatos e conselheiros de saúde dizendo que a reação é motivada por desconhecimento, embora a maioria julgue que houve pouco debate. Só alguns reconhecem que há, de fato, um choque de visões sobre a organização do Estado. Os críticos perguntam por que mudar o modelo de gestão em setores ou instituições que vão bem, ou naqueles que estão ruins porque nunca funcionaram conforme os princípios do SUS. Flexibilizar critérios de demissão e aumentar de forma diferenciada salários dentro de uma mesma equipe e categoria são divergências no campo do trabalho. Nossa matéria de capa traz os argumentos pró e contra. Mas essa discussão está sendo atropelada pela pressa em implantar o novo modelo. O não-enfrentamento das divergências pelo diálogo e a busca de hegemonia dentro da saúde já resultam no questionamento das fundações por Ações Diretas de Inconstitucionalidade, apresentadas à Justiça por sindicatos e pela Ordem dos Advogados do Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária chega aos 10 anos desempenhando importante papel na fiscalização de produtos, defendendo interesses da saúde na anuência a pedidos de patentes e tentando regular a propaganda de medicamentos e alimentos. Pelos seus méritos ou por fragilidades, a Anvisa está na linha de tiro não só do setor regulado e seus representantes no Congresso, mas também de sanitaristas e entidades de defesa de consumidores e direitos da criança. Eles criticam a agência por ceder a pressões e não proibir de vez a propaganda de medicamentos, de hábitos alimentares lesivos à saúde ou voltadas para o público infantil. Parece teoria da conspiração, mas, infelizmente, não é. Editores e respeitáveis membros de conselhos de ética confirmam os laços de corrupção que unem fabricantes de medicamentos a um grande número de médicos, de responsáveis por pesquisas clínicas e de autores de pesquisas ou artigos científicos. O ponto de partida para nossa matéria sobre a incômoda e nefasta contaminação de pesquisadores — que gera bilhões em lucros para a indústria, jogando com a saúde da população — é um corajoso artigo da patologista Marcia Angell, catedrática da Harvard Medical School que trabalhou 20 anos na New England Journal of Medicine. Textos caudalosos, que roubam o espaço arejado das páginas, eram chamados de “bifes” nas redações de jornal. Portanto, bom apetite! Rogério Lannes Rocha Coordenador do Programa RADIS
Issue Date: 2009
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 79, mar. 2009. 36 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2009

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