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Title: RADIS - Número 87 - Novembro
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: Três são os temas principais desta edição, todos estruturantes da saúde pública. A primeira Conferência Nacional de Comunicação — não a de Comunicação e Saúde, que a 12ª CNS marcou em 2004 para o ano seguinte e nunca aconteceu — vai discutir monopólio, propriedade, regulação, políticas públicas, assuntos que preocupam sanitaristas e movimentos sociais em geral porque afetam o cotidiano da saúde pública e a busca da cidadania plena, seja pelo desserviço da mídia quando partidariza emergências sanitárias ou propagandeia o álcool e a comida não-saudável, seja pela busca da comunicação como direito humano. O governo convocou a 1ª Conferência Nacional de Recursos Humanos da Administração Pública Federal “para conferir”, segundo o organizador do evento. Um ministro presente disse que nossa sociedade já é capaz de refletir em vez de apenas reivindicar. Os pontapés no controle social — estabelecido na Constituição, diga-se — não intimidaram os palestrantes, que buscaram a bola no mato e atestaram: a governança participativa é a tendência na administração pública; o número de servidores no Brasil é “relativamente pequeno” se comparado a países mais desenvolvidos, mas a terceirização encarece o custo de produção do serviço público; a valorização do conhecimento livresco nos concursos públicos dificulta a modernização das carreiras; a Política Nacional de Saúde e Segurança do Trabalhador qualifica o trabalho como determinante social da saúde. Para completar, em encontro dos trabalhadores da Fiocruz, também registrado nesta edição, um orador resumiu: não há carreiras no serviço público federal com exceção de militares, diplomatas e docentes, que permitem evolução. “No mais, o que temos é um conjunto de cargos e remunerações que se fragmentaram”. Abrem a edição dois artigos que preparam as mentes para os debates de dezembro em Copenhague sobre mudanças climáticas. O ministro Minc, alinhado à luta contra o aquecimento global, promete que o desmatamento da Amazônia em 2009 será o menor dos últimos 20 anos, afirma que não há país, dentro ou fora do Protocolo de Kyoto, com tamanha redução e conclui que o Brasil, fazendo sua parte, tem legitimidade para cobrar dos países desenvolvidos, responsáveis pela crise climática, que façam a sua parte. Exatamente o que o professor Acselrad, da UFRJ, critica em seu texto, que trata da apropriação do fato científico por atores de ambos os lados da disputa energética em curso. Entre os países ricos surge um neomalthusianismo animado por conservadores — e mesmo por certo ambientalismo dos países industrializados (a culpa seria “do bebê indiano”), diz ele. Por outro lado, um desenvolvimentismo próprio aos países emergentes: alegando-se um déficit de “pegada ecológica” com relação à dos países centrais, reivindica-se o direito de poluir. Quem paga a conta, garante, é o pobre, o despossuído. Não é casual que o pessimismo marque as expectativas para Copenhague. Rogério Lannes Rocha Coordenador do Programa RADIS
Issue Date: 2009
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 87, nov. 2009. 24 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2009

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