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Title: RADIS - Número 110 - Outubro
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: A revista Radis, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, dedica esta edição ao chamado do governo brasileiro para que, juntos, todos os países participantes da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, este mês, no Rio de Janeiro, unam forças e superem interesses financeiros, regionais ou exclusivamente nacionais em prol da proteção da vida de todos os povos do mundo. Utopia? Talvez. Mas encontros mundiais, desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no pós Segunda Guerra, e da Conferência de Alma Ata, Cazaquistão, em 1978, construíram acordos e consensos multilaterais convergentes à ideia de que é possível cuidar melhor da saúde das populações atuando sobre seus determinantes sociais. Muito se avançou na última década de retomada desses pressupostos pela Organização Mundial da Saúde, especialmente em função das articulações entre países mais pobres, do Hemisfério Sul ou em desenvolvimento, nos diagnósticos e estratégias para uma ação responsável e global contra as iniquidades e que assegure a proteção do direito à saúde dos cidadãos e das coletividades, o que implica a garantia de outros direitos correlatos como a seguridade social e a plena participação democrática. Reportamos o debate do Seminário Preparatório à Conferência, realizado em agosto, na sede da Fiocruz, Rio de Janeiro, que analisou os impactos das condições de vida sobre a saúde, no contexto brasileiro, e propôs um conjunto de políticas a serem implementadas pelo governo do Brasil. Convidados e participantes do evento, convocados entre as maiores autoridades sanitárias do país, sintetizaram também as análises e as propostas a serem levadas pela delegação brasileira à Conferência. Em tempos de domínio quase absoluto do mercado e do capital financeiro sobre as nações e seus Estados, um pressuposto radicalmente anti-hegemônico obteve consenso, o de que saúde não é negócio, é produto social e tem que ser tratado como direito e assegurado pelos Estados.  Outra condição é que o conceito de saúde seja amplo, inclua qualidade e condições de vida e torne inalienáveis direitos que têm sido tratados como commodities ou objetos de especulação, como o acesso a água, alimentação, educação e habitação. Os Estados nacionais têm que ser do tamanho necessário ao atendimento das demandas sociais e suas políticas e ações devem ser intersetoriais e politicamente definidas, tendo o aspecto social e não o econômico como o foco do modelo de desenvolvimento. A solidariedade entre os povos em torno da saúde e da vida, acima de interesses geopolíticos ou de lucro, é um princípio a ser acordado e respeitado entre os governos. Excepcionalmente, uma edição da Radis com tambpem com versões em inglês, espanhol e francês da matéria de capa, com 2 mil exemplares, será distribuída aos participantes da Conferência Mundial de DSS. Outra, em português, chegará aos 73 mil assinantes em todas a cidades do país, além da internet. Na edição regular, apresentamos também o novo site do RADIS, discussões sobre Reforma Sanitária promovidas pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e uma Carta às esquerdas, do sociólogo Boaventura de Sousa Santos.Rogério Lannes RochaCoordenador do Programa RADIS
Issue Date: 2011
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 110, out. 2011. 24 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2011

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