Please use this identifier to cite or link to this item: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/20331
Title: RADIS - Número 140 - Maio
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: A 2ª Conferência Nacional de Educação (Conae), prevista para novembro, deveria ter sido realizada em fevereiro, mas foi adiada em cima da hora. Uma pena, porque a presença de milhares de delegados e observadores em Brasília iria qualificar e influenciar positivamente a votação do novo Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso Nacional, que teve sua origem na 1ª Conae, como reportou Radis em 2010. Esse debate interessa a todos, porque não há saúde sem educação de qualidade. Pontuam a discussão atual a destinação de 10% do Produto Interno Bruto para o setor, maior apoio e participação da União no ensino a cargo de estados e municípios, redução das desigualdades territoriais, valorização dos profissionais e a garantia de um padrão nacional de qualidade na educação sem eliminar as diversidades regionais e culturais, além de inúmeras questões pedagógicas e de direitos e participação no espaço da escola e das políticas públicas. A garantia do uso dos recursos públicos exclusivamente para a educação pública aprovada na Conferência foi derrubada pelo Comissão Especial da Câmara, o que já sinaliza para uma importante polêmica. Na pauta da saúde, destacamos a indecente proposta aprovada pelo Congresso Nacional de um teto para limitar o valor das multas às operadoras de planos de saúde. No campo da comunicação, boas notícias: a aprovação do Marco Civil da Internet e a proibição da abusiva utilização de publicidade direcionada a crianças. Na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, que completa 60 anos, o professor Jairnilson Paim, da Universidade Federal da Bahia, analisa a origem e a construção histórica e simbólica dos termos saúde pública ou coletiva. E diversos pesquisadores colocam em dúvida as métricas quantitativas para a produção de textos científicos, por não corresponderem ao tempo de maturação da pesquisa e reflexão e à qualidade e utilidade social da produção científica. Cinquenta anos após o golpe que implantou a ditadura civil-militar responsável por obscurantismo e violência terríveis, comissões da verdade, por todo o país e na Fiocruz, levantam o passado de crimes do Estado e alertam que a herança de violência afeta o presente. Uma violência com viés de classe e gênero como se vê no noticiário da seção Súmula e nas imagens e relatos preciosos do “caminhão-museu” idealizado na Universidade Federal de Minas Gerais sobre a história dos conflitos de terra no país. Trazemos ainda duas análises diversas da conjuntura atual. A economista Maria da Conceição Tavares, “moderadamente otimista”, considera que o Brasil pratica, na última década, um desenvolvimentismo social que tenta “fazer tardiamente um modelo de estado de bem estar social”. Para o filósofo Marildo Menegat, “pesquisador militante”, o país e o mundo vivem hoje em estado permanente de barbárie, em função de crise estrutural do capitalismo, com as necessidades humanas transformadas em mercadoria, mas há “novíssimos movimentos sociais construindo outra sociabilidade, sem a mediação do dinheiro”.
Issue Date: 2014
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 140, maio 2014. 36 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2014

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
2014_Maio_140.pdf2.32 MBAdobe PDFView/Open


FacebookTwitterDeliciousLinkedInGoogle BookmarksBibTex Format mendeley Endnote DiggMySpace

Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.