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Title: RADIS - Número 155 - Agosto
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: “Envelhecer não dá câncer”, lembra a professora da Uerj, Gulnar Azevedo. É que há múltiplas causas para o adoecimento, além da suscetibilidade genética. Quanto mais se vive, maior é a exposição aos fatores de risco associados à vida urbana, à industrialização, à poluição atmosférica, ao sedentarismo, ao tabagismo e à obesidade. Outro determinante externo apontado pelo Inca é a utilização massiva de agrotóxicos na agricultura. Gulnar frisa que muitos cânceres podem ser prevenidos e evitados; outros, quando detectados precocemente, podem ser tratados e curados; e, para aqueles casos de tumores mais letais, “ainda assim há muito a ser feito a fim de garantir que os pacientes tenham uma melhor qualidade de vida”. Ronaldo Corrêa, clínico do Inca, propõe abandonar as expressões da metáfora da guerra, como “vencer” o câncer, que é uma resposta biológica adaptativa natural da célula. Essencial aos profissionais de saúde, segundo ele, é capacitação adequada e uma relação de cuidado com o paciente e seus familiares. “Não provocar danos e garantir qualidade de vida aos pacientes com câncer é um imperativo ético e precede às promessas de cura”. O fim da “guerra às drogas” como política para lidar com uma questão complexa do ponto de vista econômico, social e de saúde pública foi defendido em dois eventos recentes da Saúde. Segundo Leon Garcia, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, do Ministério da Justiça, 35% da população carcerária brasileira foi detida por tráfico, mas não como resultado de investigações contra grandes traficantes: 75% têm idade entre 18 e 29 anos e 80% não chegaram ao ensino médio. O delegado Orlando Zaccone critica a política repressiva porque que oculta e legitima o extermínio praticado pelo Estado brasileiro, especialmente contra negros e pobres. “Mais pessoas morrem na guerra contra essas substâncias que pelo consumo delas”. No momento em que se comemora 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente como instrumento civilizatório para acabar com trabalho infantil, proteger os jovens da violência e mantê-los em tempo integral na escola, o conservadorismo mira nos adolescentes. No Congresso Nacional, houve manobra regimental para votar a redução da maioridade penal e cogita-se mudar a Constituição para baixar de 16 para 14 anos a idade de entrada no mercado de trabalho. Aos leitores que nos brindam com seus comentários, críticas e sugestões de pauta, como a recomendação de voltarmos ao tema do câncer, muito obrigado!
Issue Date: 2015
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 155, ago. 2015. 36 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2015

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