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Title: Anemia na prematuridade e a decisäo de transfundir
Advisor: Lopes, José Maria de Andrade
Authors: Moreira, Maria Elisabeth Lopes
Affilliation: Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Fernandes Figueira. Departamento de Ensino. Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança. Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Abstract: Com o advento das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e um aprimoramento na assistência aos pacientes de alto-risco, a sobrevivência de recém-nascidos muito pequenos aumentou significativamente, contribuindo para um aumento na utilizaçäo de concentrados de hemácias no período neonatal. Atualmente este grupo de RNs prematuros e enfermos é o grupo mais transfundido mundialmente. Considerando o fato de que as transfusoes näo säo isentas de riscos, e que a anemia é comum na populaçäo de RNs com peso igual ou menos que 1500g, resolvemos avaliar a utilizaçäo de concentrados de hemácias em uma UTI Neonatal, revisando os critérios para indicaçäo, o perfil da populaçäo e as patologias relacionadas a um maior risco de transfusäo. Além disto verificamos também a utilizaçäo de transfusoes ano a ano no decorrer do período estudado (1985-1991). Observamos que em um total de 193 RNs com peso menor ou igual a 1500g, 120 (67 por cento) foram transfundidos. Este número aumenta para 92,7 por cento nos RNs com menos de 1000g. A média de transfusoes no grupo estudado foi de 3,7 transfusoes. As variáveis mais relacionadas a transfusoes no modelo resultante da regressäo logistica foi o peso, o uso de ventilaçäo mecanica, o sexo, a utilizaçäo de cirurgia, a presença de hemorragia intracraniana e a ausência de policitemia. A doença de Membrana Hialina, a persistência de Canal Arterial e a infecçäo também estäo significativamente relacionadas a utilizaçäo de transfusäo de concentrado de hemácias. Os RNs que evoluiram para óbito foi o grupo mais transfundido (média de 3,7 transfusoes por RN comparado a 1,7 transfusoes por RN no grupo de RNs que sobreviveram), p < 0,05. A grande maioria das transfusoes foram realizadas nas 2 primeiras semanas de vida (44 por cento) e as indicaçoes mais frequentes foram: anemia e necessidade de oxigênio, anemia e infecçäo, anemia, anemia e apnéia e anemia e taquicardia. Observamos uma tendência a queda no número de transfusoes entre os anos de 1986 a 1989, e uma nova elevaçäo a partir de 1990. Esta tendência se manteve em todas as tentativas de correçäo utilizadas como retirada do grupo dos RNs com menos de 1000g, dos RNs que evoluiram para o óbito e das transfusoes da 1ª semana. Concluimos que a utilizaçäo de transfusoes de concentrado de hemacias é altamente frequente na populaçäo estudada, que o número de transfusoes está diretamente ligado ao peso e a gravidade dos pacientes. considerando que transfusoes de sangue estäo sempre associadas a riscos, e que esta prática é muito comum no período neonatal, nosso estudo expoe o problema e propoe uma revisäo desta prática.
DeCS: Anemia Neonatal
Transfusão de Sangue
Issue Date: 1992
Publisher: Instituto Fernandes Figueira
Citation: MOREIRA, Maria Elizabeth Lopes. Anemia na prematuridade e a decisäo de transfundir. 1992. 120 f. Dissertação (Mestrado em Saúde da Criança)-Instituto Fernandes Figueira, Rio de Janeiro, 1992.
Date of defense: 1992
Place of defense: Rio de Janeiro/RJ
Department: Departamento de Ensino
Defense institution: Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Fernandes Figueira
Program: Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança
Copyright: restricted access
Appears in Collections:IFF - Dissertações de Mestrado

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