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Title: RADIS - Número 89 - Janeiro
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: Olhando de relance, parece mais um evento gigantesco e sem identidade, perdido em seus próprios números massificados: 7 mil participantes, 10.700 resumos inscritos, 8 mil selecionados, sendo 4.300 pôsteres, 600 comunicações coordenadas etc. Mas a costura cuidadosa das anotações feitas por poucos e obstinados repórteres no 9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva revela outra leitura: discussões transversais, interessantes e politizadas que se confirmam na perspectiva da luta “pela democratização radical da sociedade” defendida pela Carta de Olinda, publicada na íntegra no fim desta edição.Assim como o documento-síntese do congresso, as manifestações de um público nada passivo, integrado por acadêmicos e profissionais de todo o país, lembram os tempos em que as reuniões da SBPC davam o tom da ação política e acadêmica com base na reflexão crítica. Por outro lado, a cobertura jornalística de painéis, conferências e grandes debates registra verdadeiras aulas, um encontro polifônico da melhor qualidade científica.Neste evento, a prática “cata-níquel” de expor milhares de pôsteres em labirintos vazios deu lugar a nova metodologia: apenas um dia de exibição por trabalho, em ilhas temáticas, com discussão assegurada entre autores e seus pares de interesse comum. Outro sinal de acolhimento de críticas anteriores se refletiu na incorporação do discurso de novos atores, como os integrantes das residências multiprofissionais, das graduações e dos mestrados profissionais.A plateia ovacionou o presidente Lula — como é frequente em suas aparições públicas —, mas não perdeu a chance de se manifestar a favor de residências mutiprofissionais e contra as leis do Ato Médico e das fundações estatais de direito privado. Mesmo na dispersão do último dia, participantes souberam farejar e sorver inspirada análise sobre Reforma Sanitária. Outra prova de que tema bom nem sempre é o novo foi o renovado interesse pelas metáforas da fome e o pensamento de Josué de Castro, no centenário de seu nascimento. Macrovisões como a de que, em saúde, inovação é acesso universal e equitativo deram direção e sentido à infinidade de temas, debates e pesquisas presentes no evento, resumidos em 24 páginas da revista, conforme indica o Sumário ao lado.Enquanto pesquisas demonstram que regiões de todo o mundo correm risco em consequência de mudanças climáticas e desigualdades, duas sínteses clamam por ação: “Sabemos muito sobre doenças e quase nada sobre saúde”, alerta a doutora em antropologia e saúde; “Educação... um pedaço de terra (para trabalhar e alimentar), casa digna para morar e espaço e tempo para lazer é promoção à saúde”, ensina a líder camponesa.Rogério Lannes RochaCoordenador do Programa RADIS
Issue Date: 2010
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 89, jan. 2010. 36 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2010

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