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Title: RADIS - Número 131 - Agosto
Responsible Institution: Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
Abstract: “A assistência aos cuidados de saúde é parte do desenvolvimento e da justiça social”, sentenciou décadas atrás o sanitarista Carlos Gentile de Mello (1918-1982), cuja vida e importância são temas de reportagem nesta edição. No pensamento de Gentile de Mello, que bem antes do movimento da Reforma Sanitária já se orientava pela saúde em seu sentido ampliado, podemos identificar um fio condutor dos conteúdos da revista que o leitor tem nas mãos.A privatização da saúde, incentivada por benefícios fiscais a pessoas físicas e jurídicas, como aponta pesquisa do Ipea, já estava na mira de Gentile de Mello, que condenava o que chamava de ‘empresa médica’, referindo-se à, então, medicina de grupo, defendendo que o atendimento à população sem discriminação de renda só seria possível se realizado pelo Estado.Também foi alvo das preocupações do sanitarista a demanda por médicos pelo país, tema tão discutido agora, com o lançamento do programa Mais Médicos, do Governo Federal. Gentile enxergava que a desigualdade no acesso a esse profissional da atenção à saúde vinculava-se à distribuição de renda. Nesse sentido, a nova medida governamental é acertada, uma vez que busca fazer frente a essa questão candente no país, que é a falta de médicos em regiões vulneráveis, fora dos grandes centros urbanos. Mereceu, no entanto, ressalvas dos defensores do SUS, seja por ter sido apresentada como política de saúde, não como algo pontual, seja pela forma de contratação dos profissionais, sem segurança e sem uma carreira bem definida no sistema, seja, enfim, porque é necessário atuar no SUS de forma estrutural, defendendo a saúde da lógica de mercado e o direito de todos a uma saúde pública e universal.A defesa do direito à saúde, tão presente no discurso de Gentile, expressa-se nas páginas da reportagem de capa na forma da defesa do direito à comunicação. A supressão do discurso de vários segmentos da sociedade, consequência da hegemonia da mídia comercial e de seus interesses privados, é o que movimentos sociais organizados buscam enfrentar, lutando por um novo marco regulatório para a comunicação que, além de não ameaçar a liberdade de imprensa, como empresários da mídia querem fazer crer, promove a liberdade de expressão, afirma o jornalista que assina a seção Pós-Tudo. E, vale completar, garante o compromisso de rádios e televisões, que são concessões públicas, com o interesse público.Mas nem só esse importante ator social que é a mídia pode intoxicar o ser humano. Esta edição mostra também os benefícios de se parar de fumar, orientando-o com cuidado e acolhimento, e aponta o quanto as políticas de Estado contra o tabaco surtem efeito sobre a saúde.Boa leitura!
Issue Date: 2013
Publisher: Fundação Oswaldo Cruz/ENSP
Citation: RADIS: Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ENSP, n. 131, ago. 2013. 36 p. Mensal.
Copyright: open access
Appears in Collections:RADIS - Comunicação e Saúde - 2013

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