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Type
DissertationCopyright
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Sustainable Development Goals
04 Educação de qualidadeCollections
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AÇÃO EDUCATIVA EM TUBERCULOSE ENVOLVENDO CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM A FORMA ATIVA E LATENTE DA DOENÇA E SEUS CUIDADORES
Santos, Andréa da Silva | Date Issued:
2020
Author
Advisor
Affilliation
Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Abstract in Portuguese
Tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa com grande morbiletalidade em todo o mundo. A eficácia do tratamento da TB em crianças e adolescentes pode ser comprometida pela falta de informações sobre a doença, seu tratamento, formas de contágio e, principalmente, sobre a administração correta da medicação. O objetivo primário do estudo foi realizar uma ação educativa sobre TB para crianças e jovens com a forma ativa e latente da doença em tratamento no Centro Municipal de Saúde de Duque de Caxias, assim como para seus cuidadores. Realizamos entre maio e outubro de 2019 um estudo qualiquantitativo, baseado em questionário padronizado sobre conhecimento, atitudes e práticas (CAP) sobre TB, seguido da ação educativa. Para a ação educativa elaboramos 11 telas, para exibição por computador ou tablet, que abordavam aspectos da transmissão, manifestações clínicas, tratamento e prevenção da TB pediátrica. Um total de 58 crianças e adolescentes (63% do sexo feminino, mediana de idade de 10 anos) e 41 cuidadores (todas mulheres, mediana de idade de 36 anos, 75% mães) participaram do estudo. Das 36 cuidadoras que responderam ao questionário CAP, 86% conheciam a TB e apontaram a tosse (97%), febre e emagrecimento (94%) e emagrecimento (92%) como os principais sinais e sintomas da doença. Indagadas sobre o modo de transmissão da TB, 97% disseram que seria através do ar, mas 65% disseram também que poderia se dar por meio de objetos. Noventa e cinco por cento das cuidadoras não sabiam o que era TB latente. Todas as cuidadoras disseram que a cura da TB é possível tomando os remédios e comparecendo às consultas. Quanto à administração dos medicamentos, 37% das cuidadoras referiram dificuldade em administrar o medicamento e 26% tiveram que quebrar os comprimidos devido à dificuldade da criança em engoli-los. Quando os jovens foram perguntados se conheciam outras pessoas com TB, 81% disseram que sim, sendo que 38% citaram os próprios pais. O diagnóstico da TB causou sentimentos de medo (75%) e tristeza (72%) nas cuidadoras e 57% perceberam mudança de comportamento das pessoas quando souberam da TB nas suas famílias. As variáveis associadas a um maior conhecimento sobre TB entre as cuidadoras foram idade > 35 anos e morar em residências com mais de cinco pessoas. Ao final do encontro foi solicitada a avaliação dos participantes sobre o recurso educativo usado, utilizando-se para isso uma escala de Likert. A ação educativa foi apreciada pelas cuidadoras, porém as crianças foram mais críticas: 13% acharam que o tempo empregado foi longo e 17% consideraram a linguagem utilizada complexa. Nossos resultados mostram que há lacunas de conhecimento a respeito da transmissão e das formas de TB (ativa e latente). A manipulação dos fármacos é frequente e dificulta o correto tratamento das crianças, problema que deve ser reduzido com a disponibilidade das novas formulações. A ação educativa em saúde foi bem avaliada e acreditamos que possa ter contribuído para que os participantes aprimorassem seus conhecimentos sobre a TB, reduzindo o estigma associado à doença e aumentando a chance de um desfecho favorável do tratamento.
Abstract
Tuberculosis (TB) is an infectious disease with great morbidity and mortality throughout the world. The effectiveness of TB treatment in children and adolescents can be compromised due to the lack of information about the disease, its treatment, forms of transmission and, mainly, about the correct administration of the medication. The primary objective of this study was to carry out an educational action on TB for children and adolescents with the active and latent form of the disease in treatment at the Municipal Health Center of Duque de Caxias, as well as for their caregivers. Between May and October 2019, we carried out a qualiquantitative study based on a standardized questionnaire on knowledge, attitudes and practices (KAP) on TB, followed by an educational action. For the educational action, we created 11 screens for display by computer or tablet, which addressed transmission aspects, clinical manifestations, treatment and prevention of pediatric TB. A total of 58 children and adolescents (63% female, median age of 10 years of age) and 41 caregivers (all women, median age of 36 years, 75% were mothers) participated in the study. Of the 36 caregivers who answered the KAP questionnaire, 86% declared they knew TB and pointed out cough (97%), fever (94%) and weight loss (92%) as the main signs and symptoms of the disease. When asked about TB transmission mode, 97% said it would be through the air, but 65% also said it could be through objects. Ninety-five percent of caregivers did not know what latent TB was. All caregivers said that curing TB is possible by taking medication and attending medical visits. Regarding medication administration, 37% of caregivers reported difficulty in administering the medication and 26% had to break the pills due to the child's difficulty in swallowing them. When adolescents were asked if they knew other people with TB, 81% said they did, and 38% cited their own parents. TB diagnosis caused feelings of fear (75%) and sadness (72%) in caregivers and 57% perceived a change in people's behavior when they knew about TB in their families. The variables associated with greater knowledge about TB among caregivers were age > 35 years and dwelling in homes with more than five people. At the end of the meeting, participants were asked to evaluate the educational resource employed by using a Likert scale. The educational action appreciated by the caregivers, but the children were more critical: 13% found that the time employed was long and 17% considered the language used complex. Our results show that there are knowledge gaps regarding the transmission and forms of TB (active and latent). The manipulation of drugs is frequent and hinders the correct treatment of children, a problem that should be reduced by the new formulations. The educational action in health was well evaluated and we believe that it may have contributed for the participants to improve their knowledge about TB, reducing the stigma associated with the disease and increasing the chance of a favorable treatment outcome.
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